Torta de grão de bico com palmito para um pic nic

Vegetarianos comem o quê? Este é o nome do blog no qual encontrei a receita da torta de grão de bico com palmito que levei num delicioso pic nic no Parque da Água Branca, na Zona Oeste de São Paulo (SP). Acreditem, existe uma boa quantidade de opções vegetarianas saborosas e nutritivas que vão além do prato de salada. Acho até que hoje me alimento muito melhor do que quando eu comia salsichas, hambúrgueres e chickenitos. Hoje estão no meu cardápio diversos tipos de grãos, cogumelos, verduras, legumes e muitos outros ingredientes que se transformam em pratos deliciosos que não pesam na minha consciência e colaboram com a minha saúde.

E engana-se quem acha que deixo de participar de atividades sociais por conta dessa minha decisão. Em qualquer lugar é possível se virar numa boa. Pelo menos pra mim, por enquanto, não está difícil.

Para o pic nic, procurei uma receita diferente que agradasse também aos que não são vegetarianos. E pelos comentários que recebi, o pessoal adorou. Tanto que, a pedidos, aqui vai a receitinha! Mas antes, vale a pena ver o video com o passo a passo:

Torta de grão de bico com palmito (com mínimas alterações) 

Ingredientes da massa:

250 gramas de grão de bico
1/2 kilo de batata
4 colheres de sopa de farinha de arroz (usei creme de arroz)
2 cebolas picadas
4 dentes de alho espremidos
Sal, molho de pimenta, orégano, cheiro verde e cebolinha a gosto (não usei cebolinha e coloquei muuuito cheiro verde, que eu chamo de salsinha)
4 ou 5 colheres de óleo (usei azeite)
Farinha de rosca

Modo de preparo:

Cozinhe o grão de bico e, ainda úmido, amasse bem com o garfo ou passe pelo processador (amassei no garfo, mas com um processador seria perfeito)
Cozinhe a batata e passe-a pelo espremedor de batatas.
Em uma panela, refogue no óleo a cebola e o alho até dourarem. Acrescente a batata e o grão de bico e mexa bem. Coloque a farinha de arroz e os temperos, mexa até que fique tudo bem misturado.
Unte a forma com um pouco de óleo e farinha de rosca. Coloque metade da massa na forma, depois o recheio e o restante da massa por cima. Polvilhe farinha de rosca por cima e, se preferir, enfeite com tiras de tomate. Leve ao forno médio por aproximadamente 40 minutos, ou até que fique dourada.

Ingredientes de recheio:

- palmito (usei um vidro de 300g drenado)

- ervilha (usei uma lata)

- tomate picado (usei 5 tomates italianos)

- azeitona (não pesei, mas usei um punhado, cerca de meia xícara)

- cebola (usei uma cebola grande bem picadinha)

- alho (usei 4 dentes grandes)

- temperos verdes (usei salsinha)

Modo de preparo:

Doure a cebola e o alho e depois refogue os tomates picados.

Acrescente o palmito e os demais ingredientes.

Mexa bem, mas não deixe secar muito, para que fique cremoso. O importante é o palmito ficar molinho.

Vamos fazer pic nic!Quando eu era criança, minha família tinha o hábito de viajar quase todos os finais de semana pra pescar, acampar e visitar parentes. Naquela época, quando a viajem era longa, na hora do almoço meu pai encostava o carro numa beira de estrada, em alguma linda área verde e cheia de árvores. Embaixo de uma delas, estendíamos uma toalha bem grandona, comíamos um monte de guloseimas e tirávamos um cochilo antes de prosseguir. Hoje em dia, infelizmente, fazer isso me parece bastante perigoso.

Mas agora, temos os parques! E em São Paulo não faltam boas opções para fazer um belo pic nic, seja uma simples confraternização entre amigos ou uma baita festa de aniversário.

Algumas opções:

Parque da Água Branca | Av. Francisco Matarazzo, 455 | Tel.: (11) 3865-4130 | Todos os dias, das 6h às 22h

Tem mesas compridas de madeira numa área tranquila, apesar de ser perto das grades que dão pra Av. Francisco Matarazzo. Fui num domingo, por volta das 10h. Estava cheio, mas sem muvuca. O parque tem um quê de antigo, com muitos (e bons) artistas populares e vários carrinhos de pipocas, sanduíches, sorvetes e até de churros. E quem segue uma linha mais saudável, vai se interessar pela feirinha de produtos orgânicos. É proibida a entrada de bicicletas e cachorros.

Parque Villa-Lobos | Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001 | Tel.: (11) 3023-0316 / 3023-2229 | Todos os dias, das 6h às 18h

Já fiz pic nic lá também. Achei as mesas pequenas, mas o parque é amplo e com muitas áreas verdes planas. Se a grama não estiver molhada (fui num dia ensolarado, mas depois de uma noite de muita chuva…) deve ser legal estender uma toalha no chão mesmo, ao pé de uma árvore, como eu fazia quando era criança. O parque é ótimo pra pedalar, patinar e levar cachorros (eles adoram correr por lá!).

Parque do Piqueri | Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé | Tel.: (11) 6197-2213 | Todos os dias, das 6h às 18h

Este parque é bonito e bem tranquilo também. Fiz um ensaio fotográfico lá com pic nic no chão. Mas o parque tem área com mesas de madeira.

Parque da Aclimação | Rua Muniz de Souza, 1119 | Todos os dias, das 5h às 20h

Tenho muita saudade de quando eu morava pertinho desse parque. Pra chegar eram 10 minutinhos à pé. O lugar é pequeno, mas tem alguns pontos pra estender uma toalha e fazer um pic nic gostoso. Só não me lembro se tem mesas.

Parque Alfredo Volpi | Rua Eng. Oscar Americano, 480 – Morumbi | Tel.: (11) 3031-705 | Todos os dias, das 6h às 18h

As áreas reservadas para pic nic nesse parque são bem privativas. Dá pra fazer uma bela festa, como esta que fotografei lá.

Estas são apenas algumas sugestões! Confira outras opções de parques aqui.

Um parêntese pra falar de sangue e solidariedade


Hoje não vou falar de comida. Vou abrir um parêntese pra falar da solidariedade que corre nas suas veias. Você sabia que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas? Eu não sabia. Fiquei sabendo porque fui buscar informações sobre doação no site da Fundação Pró-Sangue. E fui procurar saber mais por conta de um e-mail que recebi.

Ontem chegou em minha caixa postal uma mensagem da sempre animada Adriana Flores Farias, uma querida que trabalhou comigo um tempo atrás. Mas dessa vez, de animada não tinha nada. Num comunicado geral, ela informou aos amigos a situação do seu irmão mais novo, que está internado desde domingo no Hospital Metropolitano, na Lapa, em São Paulo (SP). Fernando, o irmão, está com uma anemia profunda, num quadro estável, porém grave. Ele continua fazendo inúmeros exames e, o mais preocupante: precisa de constantes transfusões de hemácias e plaquetas.

O Hospital Metropolitano está com a reserva de sangue baixa e não dispõe de banco para coleta. A instituição depende de doações dos bancos de outros hospitais, que também estão com reserva baixa. Por isso, Adriana fez um apelo.  A quem puder, ela pede que doe sangue em um dos três postos de coleta indicados pelo hospital.

Gente, podemos ajudar o Fernando, mas não só ele. Outras pessoas podem ser salvas com o nosso sangue. Pense nisso. Doar é um gesto de solidariedade. Procure um hemocentro próximo a você ou um dos postos de coleta abaixo dos quais Fernando Flores Farias receberá doação:

Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos

Rua Borges Lagoa, 1450 – Vila Clementino

Telefone: (11) 50808-4435

Estacionamento no local

Hospital do Coração

Rua Abílio Soares, 176 – Paraíso

Telefone: (11) 3053-6537

Estacionamento: Rua Desembargador Eliseu Guilherme, 147

Hospital A. C. Camargo

Rua Prof. Antônio Prudente, 211 – Liberdade

Telefone: 11 2189-5122

Estacionamento no local

Requisitos básicos para doação de sangue

  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos
  • Pesar no mínimo 50kg
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas)
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação)
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social)

Impedimentos temporários

  • Resfriado: aguardar 7 dias
  • Gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana
  • Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses)
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação
  • Tatuagem nos últimos 12 meses
  • Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, como não usar preservativo com parceiros ocasionais ou desconhecidos: aguardar 12 meses

Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deveaguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos

  • Hepatite após os 10 anos de idade
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis
  • Malária

Respeitar os intervalos para doação

  • Homens 60 dias: até 4 doações por ano.
  • Mulheres 90 dias: até 3 doações por ano.

Honestidade também salva vidas. Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.

Fonte: Fundação Pró-Sangue

Nova Gokula: para alimentar o espírito, o corpo e a alma

O final do ano passado foi realmente caótico e confesso que não consegui dar conta deste blog. Acontece quando uma pessoa atrapalhada, como eu, resolve fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mas neste primeiro post de 2012, desejo a todos os que ainda passam por aqui um ano de muita luz e alegrias! E começo falando não de comida, mas sobre o lugar para onde fui recarregar minha bateria: Nova Gokula, a unidade da ISKCON (Sociedade Internacional para Consciência de Krishna) localizada em Pindamonhangaba (SP).

Alguns amigos já haviam me falado sobre essa fazenda encravada na Serra da Mantiqueira. Mais sobre os quitutes vegetarianos e as lindas paisagens e nem tanto sobre o movimento Hare Krishna.  Não me lembro quando comecei a pesquisar, mas cada vez mais eu tinha certeza de ter encontrado o lugar ideal para o isolamento temporário, vulgo retiro, que eu procurava. Nada de celular, internet e televisão. Apenas muito verde, meditação, caminhadas ecológicas e  horas bem dormidas ao som da forte correnteza de um rio.

Para alimentar o espírito

Eu sabia que na fazenda a grande atração é o templo. E antes de chegar, meu interesse em relação a ele era apenas fotografá-lo e não participar das suas atividades, dos mantras, dos rituais. Eu mesma me achava uma estranha no ninho, um peixe fora da água, uma mosca branca.  E também um tanto intrusa. Mas isso foi só até ser recepcionada pelo devoto Arya Sangama Das e conhecer alguns visitantes que estavam por lá quando cheguei. Logo eu já estava no templo, curiosa, participando das cerimônias e da leitura do Bhagavad-Gita, tido como a essência do conhecimento védico.

Para alimentar o corpo

Para alimentar o corpo, suco de lulo (frutinha de origem colombiana), tchai (chá indiano com especiarias), coxinha de jaca, samosa de ricota e couve-flor, hamburguer de soja, pão integral com ghee, e outras delícias vegetarianas. Mas só salgadinhos, porque preferi comer no quiosque da Êka (Ekamurti), batendo papo com ela, do que sozinha no restaurante (sinto apenas ter perdido um almoço em que serviram lentilhas). E como é muito difícil ficar longe dos doces, até neste lugar, eu sempre passava na lanchonete pra comer sandesh, um docinho que eu adoro, feito à base de leite.

Para alimentar a mente

Acredito que nossa força diante das adversidades e dos desafios vem da mente. E que ao cuidar do espírito e do corpo, estamos cuidando dela também. Mas sinto que é preciso mais. Que é necessário meditar e exercitar o otimismo. É simples. Não e fácil. Mas descobri que é possível. Estar isolada em um lugar como Nova Gokula ajuda a pensar sobre isso.

Algumas dicas para quando você for

- Se for de ônibus até Pindamonhangaba (Viação Pássaro Marrom, saindo do Terminal Rodoviário Tietê), você pode pegar uma circular no centro da cidade que o deixará na porta da fazenda, mas a caminhada à pé na estrada de terra é longa. A melhor opção, principalmente se você estiver com uma malinha mais pesada, é o táxi. Mas não pegue na rodoviária, pois você vai acabar pagando o dobro do que deveria, como eu (paguei R$ 70). Na fazenda me passaram os contatos de dois taxistas que fazem a viagem por preços bem mais camaradas, combinando antes: Esmerino (12) 8124.0786/9628.1968 | Paulo (12) 9107.7988

- Não subestime a importância da lanterna. Ela é importante para iluminar seu caminho durante à noite, depois do jantar ou da última cerimônia do templo. A minha lanterninha deu conta do recado, mas uma maior seria muito bem-vinda pra me levar de volta ao meu quarto. Debaixo de uma chuva torrencial, no breu, eu tinha pela frente um caminho de terra, muitas poças, lama, cocô das vacas, as vacas, escadas, ponte sobre rio e sapos.

- Em época de chuva, uma galocha é perfeita. Senti muita falta disso.

- Se eu lembrar de mais alguma dica, volto aqui.

HARIBOL!

Uma visita à Brigadeiros by Cousin´s

Brigadeiro com cacau 70%,  fleur de sel e azeite espanhol

Gosto muito de doces tradicionais, feitos do jeitinho que nossas mães, avós e tias faziam. Mas também curto repaginações (boas) das iguarias dos tempos de infância. Eu mesma adoro inventar novas possibilidades em cima de receitas clássicas, como a do brigadeiro, por exemplo. Mas neste post não vou falar de receitas, mas sim de um lugar, uma deliciosa e charmosa loja de brigadeiros inaugurada em Perdizes: a Brigadeiros by Cousin´s.

A convite de uma amiga que sempre descobre lugares com propostas interessantes e inovadoras, fui a essa loja no último domingo especialmente para experimentar o brigadeiro com fleur de sel e azeite espanhol. Adorei e acabei provando outras variações do doce: brigadeiro de banana, macaron de pistache (com recheio de brigadeiro, claro), tartellete (casquinha de chocolate belga com brigadeiro, morangos secos e pó de ouro) e croissant recheado com muito brigadeiro. Tudo isso acompanhado por um Nespresso em sua versão mais branda. Na verdade, estava tão bom que acabei tomando dois.

Lojas de brigadeiro gourmet estão pipocando pela cidade. Mas essa, em especial, me conquistou não apenas pela qualidade dos doces feitos com chocolates belga e suiço, mas também pelo atendimento. Os clientes são recebidos carinhosamente pela chef Giulianna, que comanda a cozinha gourmet,  e por seu marido Edoardo, que apresenta as opções da casa e oferece orientação para harmonizar brigadeiros com cafés e espumantes.

Vale muito a visita.

Macaron de pistache com recheio de brigadeiro

Brigadeiro de banana

Tartellete

(casquinha de chocolate belga com brigadeiro, morangos secos e pó de ouro)

Croissant recheado com brigadeiro

Brigadeiros by Cousin´s

Rua Cardoso de Almeida, 1371 – Perdizes São Paulo/SP

Telefones: (11) 3862-5391 .(11) 3582-1095. (11) 3582-1096

Um pouco de consideração e um bolo de chocolate diet

Certa noite, fui a um encontro de amigos com cupcakes e potinhos de brigadeiros. O pessoal enlouqueceu logo que cheguei. Menos uma pessoa, que eu não sabia que estaria lá. Era uma amiga que não pode ingerir açúcar, por ser portadora de um mal tão grave quanto à diabete. De cara, fiquei preocupada. Porque eu acredito que, pelo menos naquela época, ela ainda sentia vontade de comer os doces que via, mesmo sem dizer nada.

- Amiga 1: Nossa, que delícia esse brigadeiro com cerejas!

- Amiga 2 (a que não pode): Brigadeiro é tudo de bom, né? (resistindo bravamente)

Meu coração partiu ao presenciar essa cena. Desde então, sempre que posso, levo algo que ela possa comer quando sei que vou encontrá-la.

Ontem fui à inauguração do apartamento dela. E, obviamente, pensei em mil ideias para preparar algo especial. Daí, lembrei que comprei a edição especial sobre Diabete da revista Saúde. Nem tanto pelas informações repetitivas, mas sim pela curiosidade de ver as receitas propostas. Encontrei uma foto linda de um “bolo prestígio molhado”.  Pensei: será este!

Não tive tempo de testar primeiro. Fiz o bolo uma hora antes de ir pra lá. Tanto que o levei morninho. A amiga disse que gostou, assim como alguns outros amigos que não têm nenhuma restrição ou intolerância ao açúcar. Eu, particularmente, achei que poderia ter ficado melhor, de aparência e de sabor.

Na foto da revista, tanto o recheio quanto a cobertura aparecem em camada grossa.  Os meus cremes mal pegaram toda a extensão do bolo. Acho que a minha versão ficou mais amarga do que realmente deveria ficar e a massa não ficou molhada. Mas, apesar de tudo, ficamos felizes e acredito que essa receita pode ficar melhor.

Fica para a próxima vez.

Bolo prestígio molhado

Receita criada pela nutricionista Maristela Bassi Strufaldi, da Associação Diabetes Brasil (ADJ)

Ingredientes:

- 4 ovos

- 1 colher de adoçante para forno (na minha opinião, o melhor é o Tal & Qual)

- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada

- 1 colher (sopa) de fermento em pó

- 2 colheres (sopa) de chocolate em pó diet (talvez meu bolo tenha ficado amargo porque usei cacau 100% sem adição de açúcar. Nunca prestei atenção no chocolate em pó diet. Deve ter adoçante nele…)

- Margarina light e farinha para untar e polvilhar a fôrma

- 1 copo de refrigerante diet de seu gosto para molhar o bolo (o meu ficou seco porque acabei colocando leite de coco – que não foi bem absorvido. Não providenciei o refrigerante porque eu queria colocar rum. Mas quando cheguei em casa, me dei conta de que havia deixado a garrafa no atelier).

Recheio:

- 1 1/2 copo de leite desnatado

- 1 pacote de pudim diet sabor coco

(Para ficar na espessura que vi na foto, deveriam ser dois pacotes, no mínimo).

Cobertura:

- 1 1/2 de leite desnatado

- 1 pacote de pudim diet sabor chocolate

- 50g de coco ralado light

Modo de preparo:

Bata as claras em neve. Adicione as gemas e o adoçante. Junte a farinha, o fermento e o chocolate e misture levemente. Despeje em uma fôrma untada e polvilhada. Asse em forno médio, preaquecido. Desenforme, corte ao meio e reserve.

Recheio e cobertura:

Misture um copo de leite com o pó para pudim e leve ao fogo para engrossar. Retire do fogo, adicione o leite restante e mexa bem. Repita o processo para a cobertura.

Umedeça o bolo com meio copo de refrigerante e coloque o recheio. Cubra com a outra parte da massa molhada, espalhe a cobertura e decore com o coco.

Foto: Tuca Figueira

Modak, o docinho preferido do Ganesha

Minha sócia, a Claudia Maierá, tem em nosso atelier uma pequena imagem do Senhor Ganesha. Famoso pela sua cabeça de elefante, essa divindade representa a solução lógica para os problemas e é reverenciado pelos que pedem pela remoção de obstáculos e prosperidade nos negócios. Seu aniversário é uma das festas mais populares do hinduísmo. São 10 dias de comemoração entre o final de agosto e o início de setembro.

Durante a comemoração, mantras são entoados e  estátuas de Ganesha são ungidas com sândalo para receberem muitas oferendas, entre elas, seu doce preferido, o modak (bolinho a base de farinha de arroz, recheado de açúcar mascavo e coco).

Eu não sabia desses detalhes. Tinha conhecimento apenas da existência dessa deidade e da sua representação. Mas dias atrás, a Claudia me apareceu pedindo um docinho para oferecer ao Ganesha porque era seu aniversário. Entreguei pra ela um saquinho de mini pães de mel e ela complementou com um copinho de brigadeiro.

Coincidentemente, naquela semana comprei a edição de setembro da revista Bons Fluidos, que vinha com uma matéria sobre este assunto e a receita do modak, cedida por Mukesh Shandra, proprietário do restaurante Govinda.

Achei bem interessante. Não só a história, mas a receita, principalmente nessa minha fase low sugar. Então, lá fui eu fazer o docinho certo do Ganesha! Em entrevista à revista, Rafael Espadine, porta-voz do Consulado da Índia diz que “a iguaria é preparada sem ser experimentada e depois oferecida à divindade com toda pompa. Passados alguns minutos, as pessoas se servem. Como se o homenageado tivesse saboreado o prato e, em troca, deixado suas bençãos”.

Durante o preparo, o aroma que o recheio de coco e  açúcar mascavo deixa no ar é uma delícia, lembra cocada. E a massa branquinha de farinha de arroz  parece ser bem gostosa. Imaginei que seria uma união perfeita. Mas quando provei, confesso que não morri de amores. Talvez comendo vários dessas bolinhas, eu comece a apreciar a iguaria.

Um pouco frustrada, olhei para a pequena estátua do homem com cabeça de elefante e disse: “gosto não se discute. Se você realmente gosta disso, feliz aniversário!”

Segue a receita:

Modak

Ingredientes

2 xícaras (chá) de água

1 colher (chá) de óleo vegetal

1 xícara (chá) de farinha de arroz

1 xícara (sopa) de coco ralado

1 colher (sopa) de castanha de caju picada

1/2 colher (chá) de açúcar mascavo

1/4 de xícara (chá) de leite integral

Folhas de prata comestíveis *

Modo de preparo:

Para fazer a massa, ferva a água numa panela e adicione o óleo. Depois coloque a farinha de arroz e misture bem até formar a massa. Deixe esfriar.

Para o recheio, derreta a manteiga em uma panela, em fogo baixo, e adicione o coco ralado, a castanha de caju e o açúcar. Misture bem. Feito isso, adicione o leite e mexa sem parar por 3 minutos em fogo médio (até que ele fique “crocante”, parecido com uma cocada brasileira). Após o procedimento, deixe esfriar em temperatura ambiente.

Na montagem, pegue a massa, divida em 9 partes e forme bolinhas. Depois faça um furo com o dedo e preencha com o recheio. Deixe descansar e sirva em temperatura ambiente.

*opcionais, são usadas para decorar o prato no dia da festa. Use-as por cima do doce (à venda em empórios) – não usei. Tentei remediar polvilhando açúcar mascavo, mas derreteu tudo instantaneamente. Então passei as bolinhas no coco ralado. Espero que Ganesha considere a intenção!

Embrulho de vegetais com filés de tofu e Las Vegans

Desde criança adoro tofu em todas as suas apresentações, principalmente as clássicas: puro com shoyu e gengibre ralado ou wasabi (pastinha de raiz forte), refogado com moyashi (broto de feijão), boiando no missoshiro (caldo de soja fermentada) e frito (aguê) para servir de saquinho para o arroz salpicado de gergelim preto tostado.

Não faz muito tempo, experimentei tofu defumado e patês de tofu. Gostei muito. Daí percebi que esse “queijo de soja” pode ser a base para muitas receitas. Até creme de chocolate já fiz com ele. Por isso, quando vi a receita de embrulho de vegetais e filés de tofu publicada pela Renata, da Las Vegans, logo me interessei.

A proposta me pareceu bem interessante: refeição leve, rápida e gostosa. E me fez lembrar que, até algum tempo atrás, eu tinha mania de papillote (embrulhar o alimento em papel alumínio e levar ao forno).

Mas confesso que achei meio chato fazer esses filés. Talvez porque fiz algo errado. Lembro que no meio do processo de drenagem eu pensava: esse é o tipo de coisa que eu tenho que comprar pronto, nunca mais vou fazer isso! Não que seja difícil, mas exige paciência. O bom é que depois de pronto, fiquei com 32 filés no freezer (na verdade 28, porque dois foram meu jantar de ontem e dois comi no almoço de hoje!).

Agora é só cortar os vegetais que eu quiser, fazer uma caminha com eles num pedaço de papel alumínio, colocar o filé de tofu congelado em cima, jogar um pouco de azeite, sal e ervas, fechar o pacotinho e mandar pro forno. Em poucos minutos tenho uma bela refeição!

Quando acabar o meu estoque, talvez eu me arrisque a fazer esses filés de tofu novamente!

A receita original, aqui.

Como eu não tinha alguns ingredientes sugeridos pela Renata, tive que improvisar. No fim, deu tudo certo.

Filés de tofu

Ingredientes:

- 1 pacote de tofu do tipo caseiro (para ter 32 filés, usei dois pacotes, se não me engano cada um deve ter 500g)

- urucum em pó (usei uma colher de café)

- cebola (usei duas de tamanho médio)

- sálvia (não usei porque não achei nem no Pão de Açúcar)

- pimenta-do-reino (não usei por restrição alimentar)

- azeite (coloquei a olho, uma porção generosa)

- um fio de melado (coloquei duas colheres de sopa)

- vinagre de maçã (não usei porque esqueci de comprar)

- sal à gosto

As quantidades são à gosto, assim como a escolha dos temperos. Mas tem que ser o suficiente para penetrar em todo o tofu, sem sobrar líquidos demais.

Modo de fazer:

Deixe o tofu drenar sobre uma boa camada de papel absorvente ou usando um escorredor amplo, com um peso por cima, por cerca de 1 hora. (Como eu não tinha base o suficiente para todos os filés, empilhei-os, intercalando com muitas folhas de papel absorvente - usei mais de um rolo. Coloquei o peso e deixei por mais de 3 horas. Ainda assim, tive que espremer um pouco antes do congelamento)

Coloque em bandejas própria para congelamento e deixe por 48 horas. Após esse período, retire do freezer e deixe descongelar: o tofu perderá assim toda a água e adquirirá uma textura mais fibrosa. (Depois de descongelado, espremi de novo)

Coloque os temperos e embale em saquinhos próprios para alimentos, deixando assim por pelos menos 1 hora (ou recongele).

Embrulho de vegetais e filés de tofu

- 1/2 chuchu descascado e cortado em lâminas finas

- 1 mandioquinha média cortada em rodelas (usei batata)

- um punhado de tiras de repolho (não usei)

- 1 tomate bem firme em rodelas

- 1/2 cebola em rodelas (não usei… esqueci!)

- azeite, sal, pimenta do reino, manjericão e ervas de provance (usei azeite, sal e alecrim)

- cerca de 1 colher (chá) de vinagre balsâmico (não usei)

- Usei 1 cenoura

- coloque outros vegetais que você queira, faça outras combinações e substituições. Use a imaginação e o disponível.
Modo de Fazer:

Disponha sobre um pedaço de papel alumínio (ou de papel manteiga), apoiado em uma fôrma, os vegetais em camadas, polvilhando os temperos. Finalize com o filé de tofu congelado, regando tudo com azeite e dando um toque de vinagre balsâmico.

Dobre o papel alumínio e feche as bordas, de forma a conseguir um pacotinho. (Usei papel manteiga e acabei fazendo um pacotão..)

Asse em forno pré-aquecido a 180ºC  até que todos os vegetais estejam macios, mas não moles. Faça verificações com a ponta de uma faca depois dos primeiros 10 minutos.

Sirva imediatamente.

Las Vegans vende delícias vegetarianas

Da esq. para a dir.: Érica, Renata e Thaís

Conheci a Renata, autora desta receita, no Bazar Vegano, realizado em julho. Fui até lá para experimentar os cupcakes veganos, mas cheguei no final do evento e não tinha mais nenhum. A visita valeu porque tive a oportunidade de conhecer o trio que forma a Las Vegans: Érica, Renata e Thaís. Muito simpáticas e super atenciosas, as meninas são de Campinas, mas também fazem entrega em São Paulo.

Além de oferecer uma grande variedade de delícias veganas (sem nenhum tipo de produto de origem animal, inclusive leite e ovos), Renata, que comanda a produção da Las Vegans, ainda compartilha diversas receitas na Galeria VegVida, no Flickr.

Quem acha que a cozinha vegetariana (principalmente vegana) é limitada, vale dar uma espiadinha ;)

Que tal comer numa lanchonete dos anos 50?

Ontem, amigos queridos passaram no atelier no final do expediente.  Papo vai, papo vem, deu quase 15h e ninguém tinha almoçado ainda, inclusive eu. Apenas a pequena Marina, de 4 anos, se garantiu antes de aparecer por lá. Então, quando me chamaram pra “comer no Zé do Hambúrguer, uma lanchonete legal” , topei.  Naquela hora, entendi por “legal” um lugar com bons sanduíches a preços camaradas. E só.

Mas quando entramos, percebi que não era uma lanchonete comum. Ao som de Suspicious mind, identifiquei muitos detalhes retrô na decoração. Mas quando passamos para o piso superior, pirei. Fomos transportados para os anos 50! Do piso ao balcão, do uniforme dos garçons aos estofados, tudo nesse lugar nos remete às lanchonetes americanas daquela época. Além disso, colocaram no ambiente uma Vespa e um Cadillac (não tenho certeza se é um Cadillac, mas vai nessa linha!) e a voz do Elvis Presley estava saindo de uma jukebox.

E lá veio o nosso lanche. Compartilhamos coca-cola e batatas fritas em corte artesanal com alecrim. Porção de pura alegria. Aliás, uma delícia mastigar o alecrim! Meu sanduíche foi hambúrguer com gorgonzola, alface, tomate e maionese.

Estava tudo muito bom, mas confesso que meu fígado gritou na sequência. Talvez seja porque não me fiz de rogada diante da generosa porção de maionese. Eu poderia ter ignorado o excesso, mas passei nas batatas e mandei ver.  Mas uma Eparema resolveu o problema e  poucas horas depois lá estava eu a caminho de mais uma incrível experiência gastronômica. Mas isso já é assunto para um próximo post ;)

Por hora, fica a dica de uma “lanchonete legal” não apenas para tomar um lanche, mas também para fazer eventos fechados (de terça à quinta durante o dia)  e ensaios fotográficos (no período da manhã, antes da casa abrir para o público):

Zé do Hamburguer

Rua Itapicuru, 419 – Perdizes (Esquina com a Rua Monte Alegre)

Docinhos para uma amiga

Fácil, rápido e gostoso. Assim é o docinho de Leite Ninho, que eu nunca havia feito, apenas comia quando era criança. Nunca mais vi isso em lugar nenhum. Na verdade, descobri faz pouco tempo que ele é muito vendido não só por doceiras, mas também em qualquer boa padaria. Mudou de apresentação: agora eles se exibem coloridos, vidrificados e em formato de bichinhos e personagens de desenho animado.

Descobri isso por acaso, quando estava com uma grande amiga na padaria. Ela é doida por esses docinhos (eu não sabia) e não resiste quando os vê na padaria. Diz ela que não é pelo formato, mas sim pelo seu “gostinho”. Sua sobrinha, também minha amiga e gastrônoma, estava junto e ficou inconformada com a peculiar queda da tia pelos docinhos coloridos e meio deformados.

Perguntei do que eram feitos e foi aí que ela me disse: Leite Ninho! Daí falei: daqueles que tinham quando éramos crianças? A resposta foi: esses mesmos. Agora são vendidos assim. Desde então, fiquei com vontade de fazer pra ela e pra mim (porque fiquei com saudade das docinhos da minha infância. Mas sem vontade de experimentar os bichinhos e hello kittys da padaria).

Resgatei a receita que minha mãe e minhas tias faziam, comparei com as receitas divulgadas pelas amigas doceiras e vi que não tem segredo. É tudo (ou quase) igual. Tem gente que adiciona chocolate em pó. Há quem prefira colorir. Creio que não tenho habilidades (nem paciência) para dar formato aos docinhos. Então, resolvi fazer apenas bolinhas brancas tradicionais. Fácil, fácil.

Minha mãe também deve ter ficado com saudades. Eu estava de saída pra encontrar essa amiga, então enrolei apenas os que eu ia levar pra ela. Deixei o restante da massa pra minha mãe terminar de enrolar e quando vi, ela estava recheando com pedaços de cereja “ao maraschino”, exatamente como ela fazia quando eu era criança. Melhor impossível.

Flávia, minha amiga doida por docinhos de Leite Ninho

Docinhos de Leite Ninho

1 lata de Leite Ninho (400g)

250 g de açúcar refinado peneirado

100 ml de leite de coco (usei um pouco menos)

100 g de coco ralado

Misture os ingredientes secos. Depois acrescente o leite de coco aos poucos até dar liga. A massa se solta das mãos e não pode ficar melecada. Se preferir coloridos, use corante em gel.

Faça bolinhas e passe no açúcar de confeiteiro.

Se preferir, pode rechear com cerejas.

Improvisar é gostoso e pode dar certo

Durante a semana me propus a fazer o almoço deste domingo para um grupo querido de amigos e familiares. Imaginei um menu mais elaboradinho, mas quando o domingo chegou, cadê a disposição? No sábado fui dormir com a esperança de acordar renovada. Mas logo que abri o os olhos o que senti foram dores no corpo, nariz congestionado e marteladas na cabeça. Mesmo assim, não cancelei o combinado. Pelo contrário, eu estava preocupada com o que faria. Afinal de contas, cozinhar para receber pessoas queridas em casa nunca foi para mim uma obrigação, muito menos chateação. Sempre foi um prazer, me deixa realmente feliz. O problema era seguir o roteiro de um menu elaborado com a cabeça martelando.

Nessas horas, pensar em algo mais simples pode ser a solução.  Abandonei a ideia de fazer um risoto acompanhando algum assado e parti para a boa e velha macarronada, convicta de que ninguém se importaria com a mudança de planos. No melhor estilo comfort food, servi spaguetti com molho de tomate e cubinhos de carne (nem sei se existe um nome para esse tipo de molho), salada de legumes e ovos feita pela mamãe, pão ciabatta fresquinho, queijo boursin e um bom vinho tinto. Tá, eu sei: carboidrato demais na mesa. Mas estava muito bom e o povo ficou bem contente. Inclusive eu.

Depois do almoço, me senti até melhor e mais disposta. Então, resolvi fazer a sobremesa. Tive que simplificar também, porque no pico do meu cansaço na noite anterior, acabei não passando no mercado. Dei uma checada na despensa e resolvi fazer um fondue de chocolate pra lá de improvisado.

Peguei os tabletes de chocolate (200g no total) que ganhei do meu cunhado (um belga 86% cacau e um colombiano 70% cacau) e derreti em banho maria com 400 g de creme de leite. Cadê o conhaque? Esqueci que levei todas as minhas bebidinhas para o atelier. Tudo bem, achei uma das cachaças  que ganhei da minha irmã e usei uma colher de sopa.

Não sei onde estava o aparelho de fondue. E não estava com muita paciência de procurar nem de pedir para que procurassem. Então, resolvi colocar o creme de chocolate na minha tigelinha preferida e servir com cumbuquinhas e garfinhos de sobremesa. Para mergulhar, piquei morangos, banana e bolo de chocolate.

Claro, da entrada à sobremea, eu adoraria ter montado uma mesa bonita. Mas, o importante hoje é que apesar de tudo muito simples, ficou tudo muitos gostoso e todos ficaram muito felizes. A falta de imagens não foi por conta da simplicidade. Mas sim porque eu quis apenas comer, beber e bater-papo. Relaxei ;)

Fondue de chocolate improvisado

Ingredientes

200 g de chocolate amargo ou meio amargo

400g de creme de leite UHT (de caixinha)

1 colher de sopa de cachaça de boa procedência.

Observação: como usei um chocolate com 70% de cacau e outro com 86%, o creme ficou bem amargo para o meu paladar. Então, adicionei 4 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro peneirado.

Modo de preparo

Em banho maria, derreta o chocolate. Adicione o creme de leite  e misture até formar um creme homogêneo.

Coloque a cachaça e misture. Se tiver um aparelho de fondue, coloque o creme na panelinha própria e sirva.

Caso contrário, faça como eu: coloque numa tigelinha e sirva em cumbuquinhas com garfinhos de sobremesa.

Sirva com frutas e bolos  picados.