Bolo de milho e história de amor

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Este post está bem atrasado. Era pra eu tê-lo feito há mais de um ano, quando Dona Leilah me convidou pra tomar café em sua casa, por eu ter ficado surpresa ao saber que ela faz bolo todos os dias. “Venha tomar café comigo. No dia que você quiser. Seja o dia que for, vai ter bolo”, afirmou com orgulho a elegante vizinha da WA Mercearia, a lojinha da Grace, para a qual fui fornecedora até o seu fechamento, recentemente.

Fiquei lisonjeada com o convite e prometi que iria. E mais, prometi a ela, às filhas e a alguns de seus muitos fãs que estavam na loja naquele dia, este post com a receita do seu famoso bolo de milho. Bolo que ela sempre faz e distribui para a vizinhança, sem nenhum porquê. Mas vergonhosamente, só recentemente consegui fazer essa visita.

Foi uma tarde deliciosa com Dona Leilah, suas filhas Leila Maria e Regina, além da Alessandra, sua fiel escudeira que está sempre a postos para ajudar a fazer os bolos. Foram muitas risadas e muitas histórias. E me senti diante de uma personagem de filme quando Dona Leilah me contou sobre sua história com Seu Renato. Bolo fresquinho, chá e uma linda história de amor para ouvir. É ou não uma delícia?

Leilah e Renato

Dona Leilah é de Barretos, interior de São Paulo, e aos 23 anos de idade veio pra capital paulista procurar emprego na rede de lojas Marisa. A jovem Leilah ficou hospedada na casa de sua tia, que numa certa noite nos anos 50 insistiu em levá-la a uma festa do Banco do Brasil no imponente edifício Martinelli, no centro da cidade.

“Eu havia chorado de saudade da minha família em Barretos. Não queria ir à festa. Mas minha prima e minha tia insistiram muito para que eu fosse. Cheguei no salão e fiquei quieta num canto. De repente apareceu um rapaz e me perguntou: por que você está triste? Desabei a chorar novamente”, conta Dona Leilah.

O garboso rapaz era Renato. Moço fino e elegante, morava na Rua Oscar Freire e por lá era considerado um partidão. “Ficamos sabendo que muitas moças no bairro estavam de olho dele, mas ele não se interessou por nenhuma. Algumas nem se casaram e continuam sozinhas até hoje porque esperaram por ele”, conta sua filha Regina.

Pobres moçoilas. Não perceberam que o coração do jovem Renato fora conquistado para sempre pela moça do interior. “Depois que chorei muito e contei pra ele, um desconhecido, toda minha angústia, acabamos ficando amigos. Conheci a família dele e todos me adoraram. No começo eu o via só como amigo mesmo, não gostava dele do jeito que ele gostava de mim. Mas comecei a gostar, começamos a namorar e logo nos casamos”, lembra Dona Leilah

Ela mora na mesma casa desde que se casou com o Seu Renato, há mais de 50 anos. Há pouco mais de um ano, seu parceiro de uma vida toda virou estrelinha. Na época, eu ainda não a conhecia pessoalmente, mas lembro de comentários preocupados. “Faleceu o Seu Renato da Dona Leilah. Esse casal sempre se deu tão bem e vivia como namorados. Coisa rara de ver. Espero que Dona Leilah tenha força”, ouvi de um vizinho.

E ela teve essa força, com o apoio da família linda que constituiu, dos amigos e até mesmo do que eu chamaria de boloterapia. Porque mesmo abatida com a perda, ela continuou a fazer bolos.

Foram 53 anos de amor, companheirismo e cumplicidade. E dessa história vieram quatro filhos e três netos.

Ouvir Dona Leilah contar sua história foi emocionante. Tão emocionante quanto saber que durante todos esses anos ele nunca deixou de cantar para ela a música “Eu sonhei que estavas tão linda”, sempre lembrando a noite em que ele a viu pela primeira vez.

Em homenagem à Dona Leilah deixo aqui o vídeo de sua música interpretada por Carlos Galhardo, com uma foto de seu casamento.

Leilah e Renato

Agora, vamos à receita do bolo de milho da Dona Leilah!

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Bolo de Milho da Dona Leilah

*o copo da medida de Dona Leilah é o de requeijão

Ingredientes:

3 ovos

1 lata de milho em conserva

2 copos de açúcar (não encher muito, como diria a Alessandra, “faltando um dedo para encher”)

2 colheres (sopa) de margarina – acho que se não colocar, tudo bem.

1 lata de óleo (“faltando um dedo para encher”)

2 copos de Milharina

1 caixinha de leite condensado – acho que se colocar 1/2 caixinha, tudo bem também.

1/2 vidro de leite de coco

50 g de coco ralado

2 colheres (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:

Bata no liquidificador o milho, os ovos, a margarina, o óleo, o leite condensado.

Depois acrescente o leite de coco, o coco ralado, o açúcar, a Milharina e por último o fermento. Bata novamente até obter uma massa homogênea.

Unte com margarina ou manteiga uma assadeira com furo no meio (essa receita rendeu duas assadeiras, uma grande e outra pequena). Não precisa passar farinha.

Leve o bolo pra assar em forno pré-aquecido a 180 graus.

O bolo estará pronto em cerca de 30 minutos.

Espere esfriar para desenformar.

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_LIN8971 _LIN8975Olha aí o copo de requeijão que Dona Leilah usa como medida_LIN8980

_LIN8987Alessandra, a fiel escudeira de Dona Leilah_LIN8990

_LIN8998Enquanto esperávamos o bolo de milho esfriar, tinha um bolo de cenoura e coco delicioso prontinho nos esperando!_LIN9012Leila Maria e Regina, as filhas de Dona Leilah, e Carol, a neta que passou rapidinho, mas a tempo de tomar um chá com bolo_LIN9059

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Bolo Caipira é bão demais!

_LIN8088Lucas e Vitor, proprietários da casa de bolos Bolo Caipira

Estou frequentando quase todos os dias a Unidade de Fisioterapia da Clínica de Fraturas Zona Norte, em Santana. Na verdade, apenas acompanho quem realmente precisa passar por lá. Mas isso não importa aqui. O que interessa é o que descobri no meu primeiro dia de acompanhante. Ao invés de ficar uma hora na sala de espera, resolvi procurar um lugar pra tomar café. O cara do estacionamento me indicou uma padaria, mas saindo da clínica, dei de cara com um lugar cheio de bolos. Imagina se não entrei.

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Entrei e fiquei. Porque encontrei o meu café, um bolo de milho delicioso e a simpatia e bom papo dos irmãos Lucas e Vitor, proprietários da casa que chama-se Bolo Caipira. Desde então, quase todos os dias estou por lá. São mais de 20 sabores, mas gostei tanto de alguns que acabo pedindo sempre os mesmos: milho, fubá e queijadinha. Sensacionais. Gostei também dos valores. Pela qualidade dos produtos, achei bem honestos.

Mais uma opção pra tomar um bom cafezinho com um pedaço de bolo fresquinho sem conservantes ou aromatizantes artificiais. Ou até mesmo pra levarmos pra casa um bolo simples, que mesmo sendo tão simples nem sempre temos tempo ou disposição pra fazer (sem contar que um bolo simples realmente bom não é do tipo “qualquer um faz”).

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Além dos bolos provei também a cuca de goiabada, que é muito boa. E tem também a de banana, que vou colocar na minha lista. E quem tiver a oportunidade de passar por lá, recomendo que encomende um bolo salgado de azeitonas pretas (este só por encomenda).

Confesso que a princípio não me entusiasmei com a proposta. Mas quando provei… Uau, que delícia! Muito queijo parmesão numa massa clarinha e fofíssima e ao mesmo tempo firme e forte. E azeitonas pretas mergulhadas nisso tudo. Fica lindo, pena que não fotografei. Fica para uma próxima vez.

Acredito que quem vai a esse lugar uma vez, acaba voltando. E com vantagens, porque a gente sai de lá com um cartão fidelidade. A cada 15 bolos (inteiros) que compramos (em datas diferentes), ganhamos outro.

Vale a pena conferir 😉

Bolo Caipira – Rua Voluntários da Pátria, 2.613 – Santana

Tel.: 11 2973-4785

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Bolo de limão siciliano e chá lady grey, versão metida a besta de um bolo de iogurte

bolo chá3Essas lindas folhinhas azuis no chá são na verdade flores secas. São centaureas.

Às vezes acho que uso expressões idiomáticas além da conta. Ou talvez seja normal usar, mas geralmente ninguém percebe. Nem quem fala e nem quem ouve. Enfim, hoje o liquidificador me fez pensar em outra expressão dessas: “mão na roda”. Porque acho o máximo podermos fazer bolos vapt-vupt. E bolos muito bons. Desde aqueles das receitas que seguimos à risca (“à risca”? Será esta também uma expressão idiomática?) até os que inventamos com o que temos em casa.

Inventar. Adaptar. Foi assim que hoje fiz um bolo “metido a besta” (outra expressão idiomática). Peguei a receita preferida de bolo de iogurte da minha mãe e resolvi transformar num bolo de limão siciliano e chá.

Isso para poder aproveitar o iogurte natural abandonado na geladeira (porque no frio não tenho vontade de comer coisas frias) e os limões sicilianos pelados (porque as cascas usei para fazer biscoitos e eu não posso tomar suco de frutas cítricas).

E influenciada por conversas sobre o uso de chá como matéria-prima na execução de doces e salgados, resolvi utilizar o Lady Gray (chá preto aromatizado com raspas de laranja, limão e bergamota) da linda coleção da Twinings de chás que ganhei de uma amiga.

Ficou interessante, mas assim como o bolo simples de iogurte, este também deve ficar melhor no dia seguinte. De qualquer forma é uma boa e rápida opção para o lanche da tarde quando recebemos uma visita ou para quem, como no meu caso, gostaria de levar algo para animar alguém doente (mas que pode comer bolo).

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Bolo de iogurte

4 ovos

2 xícaras de açúcar

2 xícaras de farinha

1 copinho de iogurte natural

1/2 xícara de óleo

1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de fazer:

A receita pede para que bata todos os ingredientes no liquidificador. Eu prefiro separar a farinha e o fermento pra evitar um atolamento. Coisa minha. Mas nada que complique o processo.

Numa vasilha, misture a farinha com o fermento e reserve.

Bata no liquidificador todos os outros ingredientes.

Misture o líquido à farinha. Mexa bem com um batedor manual (fouet) e despeje numa forma untada (eu unto só com manteiga).

Versão limão siciliano e chá 

Adicionar à receita acima:

– suco de dois limões (fica melhor se acrescentar também as raspas)

– 3 colheres (chá) de lady grey ou earl grey. Ou o conteúdo de um saquinho.

Acho que dá pra inventar bastante, com esta ou qualquer outra receita básica de sua preferência.

Kasutera, o pão de ló japonês

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O bolo típico japonês, quem diria, na verdade é português. À base de ovos, açúcar e farinha, o kasutera (lê-se kasterá) é um tipo de pão de ló, como conhecemos aqui no Brasil. Chegou ao Japão no início do século XVI levado pelos mercadores portugueses, os primeiros europeus a pisarem por lá. Chamava-se Pão de Castella, mas na pronúncia nipônica tornou-se Kasutera. De lá para cá, o bolo foi adaptado ao paladar japonês e tornou-se mais leve, menos doce e ganhou diversas versões que vão da sakura (flor de cerejeira) ao chá verde. Sua versão mais simples é a base mais popular para os bolos de festa.

Muita água rolou desde então na história desse povo todo. O Pão de Castella ganhou o mundo em versões refinadas e populares e veio na bagagem dos imigrantes que chegaram ao Brasil, depois dos colonizadores. Minhas avós, imigrantes japonesas, faziam o tal kasutera e eu adorava aquele bolo de nada (minha forma de chamar um bolo simples, mas eram versões mais massudas). Nem lembro como elas faziam, só lembro de chamarem o bolo com este nome.

As tendências e adaptações viajam o tempo todo do local de origem para o mundo e do mundo para o local de origem. Assim, acho que foi na década de 90 (não tenho este dado agora) chegou ao Brasil o conceito de confeitaria e panificação japonesa que se pratica no Japão moderno. E hoje (há muitos anos, na verdade), podemos encontrar o kasutera em várias lojas de produtos japoneses, como a Itiriki Bakery, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Há quem diga que kasutera não é um pão de ló. Até concordo, porque acho que é melhor (não tem nada a ver, por exemplo, com o pão de ló do Pão de Açúcar que tantas vezes já comprei). Mas é bem parecido com algumas receitas, como a do livrinho da União.

E é esta que me inspirou a escrever este pobre  post. Desculpem-me os historiadores e as culinaristas profissionais a minha pretensão, acho que me empolguei.

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Enfim, como vcs podem ver, meu kasutera é meio sem vergonha, na verdade é um pão de ló que nem de longe é tão atraente quanto os das fotos que aparecem quando vc joga a palavra no Google. Muito menos tem a perfeição estética dos que admirei nas vitrines de Tóquio.

Mas garanto que é gostoso, prático e fácil demais. Eu sempre usava pra fazer os bolos de aniversário da família, como este que fiz pra minha irmã no ano passado. Mas na semana passada, quando fiz o bolo da minha mãe, sobrou massa porque usei uma forma menor. Pra não jogar fora o excedente, assei em outra assadeira menor ainda e comi de lanche.  Desde então, estou com mania de fazer ele purinho só pra acompanhar um chá.

Bom, já escrevi demais pra quem iria só postar uma receita simples de três ingredientes.

Pão de ló (ou kasutera)

5 colheres cheias (150g) de açúcar

5 ovos

5 colheres cheias (150g)  de farinha de trigo

Modo de preparo

Bata o açúcar com os ovos até dobrar o volume (cerca de 8 minutos).

Sem bater, junte a farinha delicadamente.

Divida a massa em duas fôrmas pequenas de bolo inglês untadas com manteiga.

Eu joguei lascas de amêndoas torradas em cima da massa, antes de colocar para assar.

Asse no forno preaquecido até que espetando um palito ele saia limpo.

Desenforme morno.

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Bolo de banana sem açúcar e sem farinha

Até um tempo atrás eu tinha esperança de encontrar fórmulas mágicas de bolos deliciosos para celíacos, diabéticos, veganos e toda a turma dos que tem alguma restrição alimentar seja lá qual for o motivo. Porque muitos clientes pediam e principalmente porque na minha família e entre os meus amigos tem tudo quanto é tipo de intolerante.

Mas depois de muitos testes e bolos no lixo (e consequentemente dinheiro também) a esperança, confesso, entrou em coma. Porque me dei conta de que realmente não existe (para o meu paladar) nada que seja realmente tão bom quanto os bolos que tem ingredientes que fazem mal (à saúde e/ou ao reino animal). Claro que falo apenas por mim, porque meus amigos veganos, por exemplo, defendem veementemente que seus bolos além de mais éticos e saudáveis são também mais gostosos. Daí vem a questão do gosto. Eu, particularmente, não gosto.

Por isso sempre desconfio desses bolos sem quase nada do que seria básico para ser fofinho e gostoso. Mas, de vez em quando, sou instigada a testar alguma receita que me aparece como uma grande descoberta por ser fácil, rápida, gostosa e saudável.

Participo de alguns grupos sobre comida no Facebook e num deles rolou esta receita de bolo de banana sem açúcar e sem farinha. Bem na semana em que eu estava com a cozinha cheia de bananas maduras e num esforço de reduzir consideravelmente o açúcar da minha alimentação para amenizar os efeitos de um refluxo esofágico e evitar o despertar de uma gastrite.

Digamos que com este bolo o processo de adaptação foi mais fácil. Na primeira mordida senti falta do açúcar (porque sou “doçólatra” ou algo parecido com isso). Mas a partir do terceiro pedaço (sim, às vezes sou uma draga) dá pra comer numa boa sem fazer cara feia. Não que seja a oitava maravilha, mas é um bolinho honesto e acompanha bem o chazinho (sem açúcar, claro) da tarde.

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Ingredientes (receita pequena, para fôrma de bolo inglês)

– 2 bananas nanicas bem maduras (quanto mais madura, mais doce)

– 1 xícara de aveia

– 1/2 de xícara de óleo

– 2 ovos inteiros

– 1 colher de sopa de fermento em pó

– 1/2 xícara de uvas passas pretas

– 1 colher de café de canela (opcional)

Modo de preparo

Unte a fôrma com manteiga (não costumo enfarinhar e o bolo não gruda).

Bata no liquidificador os ovos, a banana e o óleo.

Numa vasilha, misture a aveia, a canela e o fermento. Adicione a massa do liquidificador e misture bem com um fouet (batedor manual) ou uma colher grande.

Acrescente as uvas passas, mexa bem e coloque na forma.

Asse em forno médio por cerca de 30 minutos ou até dourar.

_LIN2275Depois que esfria, o bolo dá uma afundadinha. Mesmo assim, fica fofinho.

 

Pra dizer que vou sentir saudades: bolinhos de fubá com goiabada

bolinho

Existem várias formas de se demonstrar afeto. De dizer o quanto gosta de alguém, de mostrar que tudo vai ficar bem e de contar que vai sentir saudades. Mas às vezes é difícil usar palavras pra isso. E muitas vezes é até melhor que elas não sejam usadas. Então, a gente pode simplesmente dar um beijo e um abraço. E fazer bolinhos.

Hoje fiz de fubá com recheio de goiabada. Pra dizer à Dona Vanda e ao seu Didi, marido dela, o quanto vou sentir falta deles. Depois de quase 40 anos morando no condomínio em que cresci, nesta semana eles estão partindo pra Itajubá (MG), se despedindo da vida louca em São Paulo para voltar às suas origens.

Sentirei saudades do café com biscoitinhos de polvilho da doce Dona Vanda e das piadas do seu Didi. Mais do que vizinhos, eles se tornaram membros da família. Sabe aquela história da família que a gente escolhe? Os amigos… É isso.

Dona Vanda_OishiiDona Vanda

Bolinhos de fubá com recheio de goiabada

Ingredientes:

– 3 ovos

– 1 xícara (chá) de óleo

– 1 xícara (chá) de leite

– 1 1/2 xícara (chá) de açúcar

– 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo

– 1 1/2 xícara (chá) de fubá

– 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó

– pedacinhos de goiabada

Modo de fazer

Bata no liquidificador os ovos, o óleo, o leite e o açúcar

Numa tigela, misture a farinha de trigo, o fubá e o fermento.

Acrescente o líquido e misture até formar uma massa homogênea.

Distribua em forminhas untadas com manteiga ou use forminhas de papel próprias (forneáveis).

Coloque pedacinhos de goiabada no meio dos bolinhos, antes de assar.

Asse em forno pré-aquecido.

Rendimento: 18 bolinhos

Bolo de gengibre da Carol

(83 de 135) cópia

Antes de falar do bolo, apresento-lhes a Carol, dona da confecção Carol Moraes by Augis, que fica na rua em que eu moro, e conto como foi que a conheci.

(169 de 186) cópia Esta é a Carol

Na véspera do último Natal, pra variar, eu estava na maior correria com as encomendas do Doce mundo de Lili. E isso acabou comprometendo minha atenção para comprar o presente da amiga secreta (minha irmã se casou, as famílias são amigas, todos resolveram se juntar numa única festa de Natal e pra evitar muitos gastos num ano de tantas contenções, o pessoal decidiu fazer um amigo secreto).

Como tudo isso já passou, posso contar que minha amiga secreta foi mãe do meu cunhado (soa melhor do que sogra da minha irmã). Dona Fátima é uma querida jovem senhora, divertida, que gosta de se arrumar, viajar, passear, conhecer gente nova… Enfim, que curte a vida. Eu queria dar algo a ela que tivesse a ver com tudo isso. Fiquei frustrada por não ter tido tempo de pesquisar algum livro bacana ou um item útil pra uma viagem. E já era véspera da festa. Foi quando minha mãe me disse: “aqui na sua rua tem uma loja de fábrica com roupas bonitas, básicas, modernas e confortáveis. Por que vc não dá um pulinho lá?”.Desconfiei. Mas como eu já estava quase sem opção, sem tempo, sem dormir e sem saber o que pensar, resolvi dar uma passadinha.

De cara achei um vestido legal. Na medida certa pra Dona Fátima arrasar em seus passeios. Daí, vi um que gostei pra mim também. E quando eu me dirigia ao provador, algo no meio do caminho me chamou muito a atenção. Em cima de uma mesinha, um bolo fofo, daqueles com furo no meio, que pede café e parece dizer “vem, meu bem”.

De dentro do provador, ouvi a atendente dizer à minha mãe: “a senhora aceita um bolo de gengibre? Foi a mãe da Carol quem fez para servirmos aos clientes. Já é uma tradição”. Quase gritei de dentro do provador: “Eu queroooo!”.

Mas não gritei. Saí correndo de lá pra perguntar mais sobre o bolo e, claro, pegar o meu pedacinho. Depois da primeira mordida, eu quis tudo: fazer foto, conhecer a Carol e, claro, a receita.

Pra minha surpresa, ao lado do bolo estava uma pilha de papeizinhos decorados com lacinho de cetim e com a receita impressa para quem quisesse levar. Coisa fofa.

bolo da CarolO bolo oferecido na loja, com a receita do ladinho

A Carol me contou que essa história começou porque elas participam de muitas exposições. Sua mãe fazia o bolo para levar a esses eventos. O sucesso era sempre tão grande, que resolveram estender o mimo às clientes da loja de fábrica. Aquela que fica na rua em que eu moro.

Garanto que quem fizer este bolo vai receber muitos elogios. E o melhor de tudo: é super fácil e rápido.

Bolo de gengibre da Carol

– 4 ovos

– 2 xícaras (chá) de farinha de trigo

– 2 xícaras (chá) de açúcar

– 1 colher (sopa) de fermento em pó

– 1 xícara (chá) de leite gelado

– 1 xícara (chá) de óleo

– 1 colher (sopa) de gengibre picado (eu coloco quase duas colheres de gengibre ralado)

– açúcar e canela para polvilhar (prefiro só açúcar)

O bolo que comi na loja estava incrementado com pedacinhos de nozes. Ideia da mãe da Carol pra dar uma carinha de Natal. Ficou muito bom.

Modo de preparo:

Bater no liquidificador os ovos, o leite, o óleo e o gengibre. Reserve.

Peneirar a farinha de trigo, o açúcar e o fermento.

Misture o líquido aos secos e misture bem.

Assar em forma untada, em forno pré-aquecido, por aproximadamente 40 minutos ou até que esteja dourado (faça o teste do palito).

Desenforme ainda quente e polvilhe o açúcar.

Bom apetite!

Bolo de Gengibre1

Sonho de consumo

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Um dia ainda compro uma forma Nordicware pra fazer um bolo de gengibre digno de foto.

Conheça a loja da Carol

Hoje me ligaram pra avisar que a loja está em liquidação =)(159 de 186) cópia

Carol Moraes by Augis

R. Jaguaretê, 313 – Casa Verde