Bolo de banana sem açúcar e sem farinha

Até um tempo atrás eu tinha esperança de encontrar fórmulas mágicas de bolos deliciosos para celíacos, diabéticos, veganos e toda a turma dos que tem alguma restrição alimentar seja lá qual for o motivo. Porque muitos clientes pediam e principalmente porque na minha família e entre os meus amigos tem tudo quanto é tipo de intolerante.

Mas depois de muitos testes e bolos no lixo (e consequentemente dinheiro também) a esperança, confesso, entrou em coma. Porque me dei conta de que realmente não existe (para o meu paladar) nada que seja realmente tão bom quanto os bolos que tem ingredientes que fazem mal (à saúde e/ou ao reino animal). Claro que falo apenas por mim, porque meus amigos veganos, por exemplo, defendem veementemente que seus bolos além de mais éticos e saudáveis são também mais gostosos. Daí vem a questão do gosto. Eu, particularmente, não gosto.

Por isso sempre desconfio desses bolos sem quase nada do que seria básico para ser fofinho e gostoso. Mas, de vez em quando, sou instigada a testar alguma receita que me aparece como uma grande descoberta por ser fácil, rápida, gostosa e saudável.

Participo de alguns grupos sobre comida no Facebook e num deles rolou esta receita de bolo de banana sem açúcar e sem farinha. Bem na semana em que eu estava com a cozinha cheia de bananas maduras e num esforço de reduzir consideravelmente o açúcar da minha alimentação para amenizar os efeitos de um refluxo esofágico e evitar o despertar de uma gastrite.

Digamos que com este bolo o processo de adaptação foi mais fácil. Na primeira mordida senti falta do açúcar (porque sou “doçólatra” ou algo parecido com isso). Mas a partir do terceiro pedaço (sim, às vezes sou uma draga) dá pra comer numa boa sem fazer cara feia. Não que seja a oitava maravilha, mas é um bolinho honesto e acompanha bem o chazinho (sem açúcar, claro) da tarde.

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Ingredientes (receita pequena, para fôrma de bolo inglês)

– 2 bananas nanicas bem maduras (quanto mais madura, mais doce)

– 1 xícara de aveia

– 1/2 de xícara de óleo

– 2 ovos inteiros

– 1 colher de sopa de fermento em pó

– 1/2 xícara de uvas passas pretas

– 1 colher de café de canela (opcional)

Modo de preparo

Unte a fôrma com manteiga (não costumo enfarinhar e o bolo não gruda).

Bata no liquidificador os ovos, a banana e o óleo.

Numa vasilha, misture a aveia, a canela e o fermento. Adicione a massa do liquidificador e misture bem com um fouet (batedor manual) ou uma colher grande.

Acrescente as uvas passas, mexa bem e coloque na forma.

Asse em forno médio por cerca de 30 minutos ou até dourar.

_LIN2275Depois que esfria, o bolo dá uma afundadinha. Mesmo assim, fica fofinho.

 

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Improvisar é gostoso e pode dar certo

Durante a semana me propus a fazer o almoço deste domingo para um grupo querido de amigos e familiares. Imaginei um menu mais elaboradinho, mas quando o domingo chegou, cadê a disposição? No sábado fui dormir com a esperança de acordar renovada. Mas logo que abri o os olhos o que senti foram dores no corpo, nariz congestionado e marteladas na cabeça. Mesmo assim, não cancelei o combinado. Pelo contrário, eu estava preocupada com o que faria. Afinal de contas, cozinhar para receber pessoas queridas em casa nunca foi para mim uma obrigação, muito menos chateação. Sempre foi um prazer, me deixa realmente feliz. O problema era seguir o roteiro de um menu elaborado com a cabeça martelando.

Nessas horas, pensar em algo mais simples pode ser a solução.  Abandonei a ideia de fazer um risoto acompanhando algum assado e parti para a boa e velha macarronada, convicta de que ninguém se importaria com a mudança de planos. No melhor estilo comfort food, servi spaguetti com molho de tomate e cubinhos de carne (nem sei se existe um nome para esse tipo de molho), salada de legumes e ovos feita pela mamãe, pão ciabatta fresquinho, queijo boursin e um bom vinho tinto. Tá, eu sei: carboidrato demais na mesa. Mas estava muito bom e o povo ficou bem contente. Inclusive eu.

Depois do almoço, me senti até melhor e mais disposta. Então, resolvi fazer a sobremesa. Tive que simplificar também, porque no pico do meu cansaço na noite anterior, acabei não passando no mercado. Dei uma checada na despensa e resolvi fazer um fondue de chocolate pra lá de improvisado.

Peguei os tabletes de chocolate (200g no total) que ganhei do meu cunhado (um belga 86% cacau e um colombiano 70% cacau) e derreti em banho maria com 400 g de creme de leite. Cadê o conhaque? Esqueci que levei todas as minhas bebidinhas para o atelier. Tudo bem, achei uma das cachaças  que ganhei da minha irmã e usei uma colher de sopa.

Não sei onde estava o aparelho de fondue. E não estava com muita paciência de procurar nem de pedir para que procurassem. Então, resolvi colocar o creme de chocolate na minha tigelinha preferida e servir com cumbuquinhas e garfinhos de sobremesa. Para mergulhar, piquei morangos, banana e bolo de chocolate.

Claro, da entrada à sobremesa, eu adoraria ter montado uma mesa bonita. Mas, o importante hoje é que apesar de tudo muito simples, ficou tudo muito gostoso e todos ficaram felizes. A falta de imagens não foi por conta da simplicidade. Mas sim porque eu quis apenas comer, beber e bater papo. Relaxei 😉

Fondue de chocolate improvisado

Ingredientes

200 g de chocolate amargo ou meio amargo

400g de creme de leite UHT (de caixinha)

1 colher de sopa de cachaça de boa procedência.

Observação: como usei um chocolate com 70% de cacau e outro com 86%, o creme ficou bem amargo para o meu paladar. Então, adicionei 4 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro peneirado.

Modo de preparo

Em banho maria, derreta o chocolate. Adicione o creme de leite  e misture até formar um creme homogêneo.

Coloque a cachaça e misture. Se tiver um aparelho de fondue, coloque o creme na panelinha própria e sirva.

Caso contrário, faça como eu: coloque numa tigelinha e sirva em cumbuquinhas com garfinhos de sobremesa.

Sirva com frutas e bolos  picados.