Bolo Caipira é bão demais!

_LIN8088Lucas e Vitor, proprietários da casa de bolos Bolo Caipira

Estou frequentando quase todos os dias a Unidade de Fisioterapia da Clínica de Fraturas Zona Norte, em Santana. Na verdade, apenas acompanho quem realmente precisa passar por lá. Mas isso não importa aqui. O que interessa é o que descobri no meu primeiro dia de acompanhante. Ao invés de ficar uma hora na sala de espera, resolvi procurar um lugar pra tomar café. O cara do estacionamento me indicou uma padaria, mas saindo da clínica, dei de cara com um lugar cheio de bolos. Imagina se não entrei.

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Entrei e fiquei. Porque encontrei o meu café, um bolo de milho delicioso e a simpatia e bom papo dos irmãos Lucas e Vitor, proprietários da casa que chama-se Bolo Caipira. Desde então, quase todos os dias estou por lá. São mais de 20 sabores, mas gostei tanto de alguns que acabo pedindo sempre os mesmos: milho, fubá e queijadinha. Sensacionais. Gostei também dos valores. Pela qualidade dos produtos, achei bem honestos.

Mais uma opção pra tomar um bom cafezinho com um pedaço de bolo fresquinho sem conservantes ou aromatizantes artificiais. Ou até mesmo pra levarmos pra casa um bolo simples, que mesmo sendo tão simples nem sempre temos tempo ou disposição pra fazer (sem contar que um bolo simples realmente bom não é do tipo “qualquer um faz”).

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Além dos bolos provei também a cuca de goiabada, que é muito boa. E tem também a de banana, que vou colocar na minha lista. E quem tiver a oportunidade de passar por lá, recomendo que encomende um bolo salgado de azeitonas pretas (este só por encomenda).

Confesso que a princípio não me entusiasmei com a proposta. Mas quando provei… Uau, que delícia! Muito queijo parmesão numa massa clarinha e fofíssima e ao mesmo tempo firme e forte. E azeitonas pretas mergulhadas nisso tudo. Fica lindo, pena que não fotografei. Fica para uma próxima vez.

Acredito que quem vai a esse lugar uma vez, acaba voltando. E com vantagens, porque a gente sai de lá com um cartão fidelidade. A cada 15 bolos (inteiros) que compramos (em datas diferentes), ganhamos outro.

Vale a pena conferir 😉

Bolo Caipira – Rua Voluntários da Pátria, 2.613 – Santana

Tel.: 11 2973-4785

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Nova Gokula: para alimentar o espírito, o corpo e a alma

O final do ano passado foi realmente caótico e confesso que não consegui dar conta deste blog. Acontece quando uma pessoa atrapalhada, como eu, resolve fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mas neste primeiro post de 2012, desejo a todos os que ainda passam por aqui um ano de muita luz e alegrias! E começo falando não de comida, mas sobre o lugar para onde fui recarregar minha bateria: Nova Gokula, a unidade da ISKCON (Sociedade Internacional para Consciência de Krishna) localizada em Pindamonhangaba (SP).

Alguns amigos já haviam me falado sobre essa fazenda encravada na Serra da Mantiqueira. Mais sobre os quitutes vegetarianos e as lindas paisagens e nem tanto sobre o movimento Hare Krishna.  Não me lembro quando comecei a pesquisar, mas cada vez mais eu tinha certeza de ter encontrado o lugar ideal para o isolamento temporário, vulgo retiro, que eu procurava. Nada de celular, internet e televisão. Apenas muito verde, meditação, caminhadas ecológicas e  horas bem dormidas ao som da forte correnteza de um rio.

Para alimentar o espírito

Eu sabia que na fazenda a grande atração é o templo. E antes de chegar, meu interesse em relação a ele era apenas fotografá-lo e não participar das suas atividades, dos mantras, dos rituais. Eu mesma me achava uma estranha no ninho, um peixe fora da água, uma mosca branca.  E também um tanto intrusa. Mas isso foi só até ser recepcionada pelo devoto Arya Sangama Das e conhecer alguns visitantes que estavam por lá quando cheguei. Logo eu já estava no templo, curiosa, participando das cerimônias e da leitura do Bhagavad-Gita, tido como a essência do conhecimento védico.

Para alimentar o corpo

Para alimentar o corpo, suco de lulo (frutinha de origem colombiana), tchai (chá indiano com especiarias), coxinha de jaca, samosa de ricota e couve-flor, hamburguer de soja, pão integral com ghee, e outras delícias vegetarianas. Mas só salgadinhos, porque preferi comer no quiosque da Êka (Ekamurti), batendo papo com ela, do que sozinha no restaurante (sinto apenas ter perdido um almoço em que serviram lentilhas). E como é muito difícil ficar longe dos doces, até neste lugar, eu sempre passava na lanchonete pra comer sandesh, um docinho que eu adoro, feito à base de leite.

Para alimentar a mente

Acredito que nossa força diante das adversidades e dos desafios vem da mente. E que ao cuidar do espírito e do corpo, estamos cuidando dela também. Mas sinto que é preciso mais. Que é necessário meditar e exercitar o otimismo. É simples. Não e fácil. Mas descobri que é possível. Estar isolada em um lugar como Nova Gokula ajuda a pensar sobre isso.

Algumas dicas para quando você for

– Se for de ônibus até Pindamonhangaba (Viação Pássaro Marrom, saindo do Terminal Rodoviário Tietê), você pode pegar uma circular no centro da cidade que o deixará na porta da fazenda, mas a caminhada à pé na estrada de terra é longa. A melhor opção, principalmente se você estiver com uma malinha mais pesada, é o táxi. Mas não pegue na rodoviária, pois você vai acabar pagando o dobro do que deveria, como eu (paguei R$ 70). Na fazenda me passaram os contatos de dois taxistas que fazem a viagem por preços bem mais camaradas, combinando antes: Esmerino (12) 8124.0786/9628.1968 | Paulo (12) 9107.7988

– Não subestime a importância da lanterna. Ela é importante para iluminar seu caminho durante à noite, depois do jantar ou da última cerimônia do templo. A minha lanterninha deu conta do recado, mas uma maior seria muito bem-vinda pra me levar de volta ao meu quarto. Debaixo de uma chuva torrencial, no breu, eu tinha pela frente um caminho de terra, muitas poças, lama, cocô das vacas, as vacas, escadas, ponte sobre rio e sapos.

– Em época de chuva, uma galocha é perfeita. Senti muita falta disso.

– Se eu lembrar de mais alguma dica, volto aqui.

HARIBOL!