Para aquecer seu coração, caldo verde com cará

Sopa é um prato que, na minha opinião, ultrapassa a função de alimentar. Não… Não vou discorrer sobre sua história. Ando meio sem saco pra isso, me desculpem. Ultimamente não tenho tido paciência, força nem vontade de me meter em discussões históricas, filosóficas, culturais, políticas, religiosas e polêmicas.

Eu só gostaria de compartilhar uma receita muito fácil e saborosa que me fez lembrar de que a sopa reúne amigos, consola corações partidos, esquenta a alma e desce fácil goela abaixo nos dias em que alguma tristeza ou cansaço nos faz perder a fome.

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Caldo verde com cará

Coisas de Facebook. Uma amiga comentou comigo sobre um caldo verde com cará que o marido da irmã fez. Já que divulgou, pedi receita, né! Achei a proposta bem interessante e lá fui eu atrás dos ingredientes. Fiquei intrigada, com receio de que a textura ficasse algo meio… melequento. Que nada. Ficou um creme macio e muito gostoso.

– 1/2 kilo de cará (usei 800 g)

– 2 paios (substituí por cerca de 200g de ricota defumada com pimenta)

– 5 folhas de couve (comprei aqueles saquinhos de couve já picada e usei metade)

– sal a gosto

Modo de Preparo

Descasque o cará e o leve ao fogo para cozinhar (com o sal)

Bata o cará cozido no liquidificador com a água do cozimento e leve ao fogo com o paio (ou ricota defumada) e a couve. Deixe ferver. (Antes de levar ao fogo refoguei 4 dentes de alho na manteiga).

Para acompanhar, pão quentinho.

Costumo comprar o “caseirinho” da padaria e deixo congelado. Na hora de consumir é só colocar direto do congelador no forno. Nem precisa pré-aquecer. O pão fica crocante por fora e fofinho por dentro.

Bom apetite!

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Bolo de gengibre da Carol

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Antes de falar do bolo, apresento-lhes a Carol, dona da confecção Carol Moraes by Augis, que fica na rua em que eu moro, e conto como foi que a conheci.

(169 de 186) cópia Esta é a Carol

Na véspera do último Natal, pra variar, eu estava na maior correria com as encomendas do Doce mundo de Lili. E isso acabou comprometendo minha atenção para comprar o presente da amiga secreta (minha irmã se casou, as famílias são amigas, todos resolveram se juntar numa única festa de Natal e pra evitar muitos gastos num ano de tantas contenções, o pessoal decidiu fazer um amigo secreto).

Como tudo isso já passou, posso contar que minha amiga secreta foi mãe do meu cunhado (soa melhor do que sogra da minha irmã). Dona Fátima é uma querida jovem senhora, divertida, que gosta de se arrumar, viajar, passear, conhecer gente nova… Enfim, que curte a vida. Eu queria dar algo a ela que tivesse a ver com tudo isso. Fiquei frustrada por não ter tido tempo de pesquisar algum livro bacana ou um item útil pra uma viagem. E já era véspera da festa. Foi quando minha mãe me disse: “aqui na sua rua tem uma loja de fábrica com roupas bonitas, básicas, modernas e confortáveis. Por que vc não dá um pulinho lá?”.Desconfiei. Mas como eu já estava quase sem opção, sem tempo, sem dormir e sem saber o que pensar, resolvi dar uma passadinha.

De cara achei um vestido legal. Na medida certa pra Dona Fátima arrasar em seus passeios. Daí, vi um que gostei pra mim também. E quando eu me dirigia ao provador, algo no meio do caminho me chamou muito a atenção. Em cima de uma mesinha, um bolo fofo, daqueles com furo no meio, que pede café e parece dizer “vem, meu bem”.

De dentro do provador, ouvi a atendente dizer à minha mãe: “a senhora aceita um bolo de gengibre? Foi a mãe da Carol quem fez para servirmos aos clientes. Já é uma tradição”. Quase gritei de dentro do provador: “Eu queroooo!”.

Mas não gritei. Saí correndo de lá pra perguntar mais sobre o bolo e, claro, pegar o meu pedacinho. Depois da primeira mordida, eu quis tudo: fazer foto, conhecer a Carol e, claro, a receita.

Pra minha surpresa, ao lado do bolo estava uma pilha de papeizinhos decorados com lacinho de cetim e com a receita impressa para quem quisesse levar. Coisa fofa.

bolo da CarolO bolo oferecido na loja, com a receita do ladinho

A Carol me contou que essa história começou porque elas participam de muitas exposições. Sua mãe fazia o bolo para levar a esses eventos. O sucesso era sempre tão grande, que resolveram estender o mimo às clientes da loja de fábrica. Aquela que fica na rua em que eu moro.

Garanto que quem fizer este bolo vai receber muitos elogios. E o melhor de tudo: é super fácil e rápido.

Bolo de gengibre da Carol

– 4 ovos

– 2 xícaras (chá) de farinha de trigo

– 2 xícaras (chá) de açúcar

– 1 colher (sopa) de fermento em pó

– 1 xícara (chá) de leite gelado

– 1 xícara (chá) de óleo

– 1 colher (sopa) de gengibre picado (eu coloco quase duas colheres de gengibre ralado)

– açúcar e canela para polvilhar (prefiro só açúcar)

O bolo que comi na loja estava incrementado com pedacinhos de nozes. Ideia da mãe da Carol pra dar uma carinha de Natal. Ficou muito bom.

Modo de preparo:

Bater no liquidificador os ovos, o leite, o óleo e o gengibre. Reserve.

Peneirar a farinha de trigo, o açúcar e o fermento.

Misture o líquido aos secos e misture bem.

Assar em forma untada, em forno pré-aquecido, por aproximadamente 40 minutos ou até que esteja dourado (faça o teste do palito).

Desenforme ainda quente e polvilhe o açúcar.

Bom apetite!

Bolo de Gengibre1

Sonho de consumo

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Um dia ainda compro uma forma Nordicware pra fazer um bolo de gengibre digno de foto.

Conheça a loja da Carol

Hoje me ligaram pra avisar que a loja está em liquidação =)(159 de 186) cópia

Carol Moraes by Augis

R. Jaguaretê, 313 – Casa Verde

Um capítulo sobre amizade, solidariedade e muffins de cereja

Não sei pra vocês, mas a minha vida foi bastante agitada neste ano. Uma montanha russa de emoções, cheia de altos e baixos, tombos, aprendizado, mudanças e descobertas. Tudo isso rolando ao mesmo tempo em que eu cumpria uma carga horária de trabalho que beirou a insanidade. Uma situação que quase me fez ficar cega para o que acontecia à minha volta.

AMIZADE

E neste momento, mais uma vez, contei com tantas mãos estendidas que nem dá pra contar quantas foram. Com meus familiares, muitos amigos estiveram ao meu lado pra me fazer enxergar a metade do copo cheia e esquecer a vazia, me fazer sorrir, me divertir, pra não me deixar esquecer o caminho que percorri e pra que eu não perdesse a esperança na jornada que tenho pela frente.

Posso lamentar a falta de namorado, casa própria, horas de sono, viagens e tempo pra ir ao cinema… mas jamais de amigos. E não tenho nem palavras para expressar o tamanho da minha gratidão por isso. Nunca senti tanto quanto agora o coração tão feliz por tê-los comigo.

SOLIDARIEDADE

Num desses dias de muito tumulto e cansaço, quase dormindo ao volante, fiquei pensando sobre tudo isso enquanto esperava o sinal verde do semáforo. Foi quando aproximou-se um rapaz com um braço engessado e o outro segurando uma caixa de cerejas. Eu já estava preparada para dizer “não, obrigada”, quando ele disse “dona Lilian, a senhora não está me reconhecendo, né?”.

Ele: Lá da portaria do prédio em frente a sua casa!
Eu: Rinaldo! O que vc está fazendo aqui? E o que aconteceu com seu braço?
Ele: Despenquei de um andaime e fui afastado. Então, por enquanto, vendo cerejas. Quer levar?
Eu: Putz, tô sem grana aqui…
Ele: Se quiser, pega aí, depois a gente acerta.

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Trouxe um saquinho de 10 contos. Porque o Rinaldo, que vergonhosamente não reconheci, é o cara que um dia evitou que eu fosse assaltada. É quem, algumas vezes, me alertou pra não demorar a entrar quando chego tarde. É também quem, até ser afastado, se prontificou, sem pedir nenhuma gratificação, a ficar de olho no meu carro, que fica estacionado na rua.

Em homenagem a ele, aos meus amigos e a vocês que ainda acompanham este pobre e abandonado blog, resolvi fazer bolinhos de cereja nesse último final de semana. Com o desejo de que tudo isso seja constante para todos nós em 2013: amizade, solidariedade e bolinhos.

MUFFINS DE CEREJA

A receita dos bolinhos (ou muffins) achei aqui. Minha gratidão também ao Google e aos que postam boas receitas em algum canto da Internet.

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Muffins de Cereja com Cobertura Crocante

Rendimento

18 muffins (consegui apenas 17)

Cobertura

1 xícara de farinha de trigo

3 colheres (sopa) de açucar mascavo

2 colheres (sopa) de açucar refinado

1 colher (chá) de fermento em pó

1 pitada de sal

6 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida

Muffins

1 e 3/4 xícaras de farinha de trigo
2 e 1/4 colheres(chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara de açucar refinado
2 ovos grandes
1/2 xícara de óleo
3/4 xícara de leite
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 e 1/2 xícaras de cerejas sem sementes picadas (usei 3 xícaras)

Preparo

Pré-aqueça o forno a 180°C

Cobertura

Em uma tigela , misture a farinha, os açúcares, o fermento, o sal e a manteiga derretida. Misture até que fique na consistência de uma farofa.

Muffins

Numa tigela, peneire a farinha, o fermento e o sal. Em outra tigela misture o açúcar os ovos, o óleo e bata em velocidade baixa.  Acrescente o leite e a baunilha. Junte a mistura de farinha e bata em velocidade baixa até ficar bem misturado. Acrescente as cerejas picadas.

Despeje a massa nas forminhas, enchendo cerca de 3/4 e depois acrescente a cobertura. Asse por aproximadamente 30 minutos até que estejam dourados ou faça o teste do palito.

Um almoço especial e duas receitas fáceis e rápidas

Muita coisa aconteceu do último post para cá. O Atelier de doçuras Lili & Clo fechou, retomei as atividades do Doce Mundo de Lili e estou reestruturando a minha Caixa Mágica. O dia a dia está bem agitado e mal sobra tempo pra dormir. Mas de vez em quando, consigo dar um jeitinho pra fazer algo por puro prazer. Como agora, escrever neste blog. Compartilhar com vocês duas receitas que fiz hoje para o último aniversário de solteira da minha irmã.

Como ela está correndo mais do que eu, administrando diferentes negócios, fazendo cursos à noite e aos finais de semana e providenciando os últimos detalhes do casório, decidiu que não teria comemoração neste ano. Por simples falta de tempo. E também porque ela está de regime.

Acho que a minha cara de decepção foi tão grande, que ela resolveu repensar. Porque pouco depois, disse que sua agenda tinha uma brecha hoje e que ela abriria mão do regime na hora do almoço. Então, lá fui eu preparar algo rápido, porém especial.

Em menos de 4 horas, o almoço para cinco pessoas já estava pronto! Enquanto a lasanha de ricota e manjericão estava no forno, avançamos para uma mesa com salada verde e de legumes, pãezinhos, geleia de framboesa e pimenta, queijo brie e azeites.

E depois da lasanha (ou lasagna), o bolo de aniversário! Pão de ló com recheio de morango e creme de baunilha e cobertura de chantilly. Uma tradição da nossa família que foi quebrada alguns anos atrás e que estou retomando agora (em todos os aniversários dela tinha que ter um bolo branco com morangos e chantilly. E era ela quem sempre quis assim).

Um almoço fácil, rápido e especial =D

Lasanha de ricota e manjericão

800 g de ricota fresca

100 g de queijo parmesão ralado

2 ovos grandes

1 colher (chá) de sal

1/2 colher (chá) de pimenta do reino (usei a branca)

1/2 xícara de manjericão picado

500 g de lasanha seca instantânea (vai direto ao forno)

1,3 de molho de tomate pronto (refoguei com uma cebola média picada no azeite)

Modo de preparo

Em uma tigela grande, amasse a ricota com metade do parmesão, os ovos, o sal, a pimenta e o manjericão.

Em uma fôrma refratária média, coloque primeiro um pouco de molho e vá alternando camadas de massa, ricota, massa e molho.

Polvilhe com o parmesão restante. Leve ao forno moderado (180oC), preaquecido, por 50 minutos ou até dourar.

Bolo de aniversário

Pão de ló

150g de açúcar

5 ovos

150g de farinha de trigo

Modo de preparo

Bata o açúcar com os ovos até dobrar o volume (cerca de 8 minutos).

Sem bater, junte a farinha delicadamente.

Divida a massa em duas fôrmas de 20cm de diâmetro untadas, com o fundo forrado com papel manteiga também untado, e asse no forno preaquecido até que espetando um palito ele saia limpo. Dica: unte (bem) apenas com manteiga (e não margarina). O bolo desgruda lindamente da fôrma!

Desenforme morno.

Recheio

4 gemas de ovo

100 g de açúcar

500 ml de leite

20g de amido de milho

1 fava de baunilha

Modo de preparo:

Ferva o leite com a fava de baunilha (antes, faça um corte em toda a extensão da fava)

Bata as gemas com o açúcar e incorpore o amido de milho.

Despeje metade do leite quente sobre as gemas batidas, mexendo.

Coloque a mistura numa panela (de preferência antiaderente)  e cozinhe por aproximadamente doi minutos, mexendo sempre até engrossar.

Deixe esfriar.

Chantilly

1 litro de creme de leite fresco

4 colheres de açúcar refinado

Modo de preparo:

Bata o chantilly com o açúcar na batedeira em velocidade máxima até atingir o ponto de chantilly firme.

Fique de olho pra não bater demais, senão o resultado será um creme pesado e gorduroso.

Montagem

Corte os dois bolos ao meio.

Recheie a base do primeiro bolo com o creme de baunilha e por cima coloque fatias grossas de morangos. Coloque a parte superior do bolo e repita a operação com o segundo bolo por cima deste.

Cubra o bolo com o chantilly, com as costas de uma colher ou com saco de confeitar.

Bon Appétit!

Torta de grão de bico com palmito para um pic nic

Vegetarianos comem o quê? Este é o nome do blog no qual encontrei a receita da torta de grão de bico com palmito que levei num delicioso pic nic no Parque da Água Branca, na Zona Oeste de São Paulo (SP). Acreditem, existe uma boa quantidade de opções vegetarianas saborosas e nutritivas que vão além do prato de salada. Acho até que hoje me alimento muito melhor do que quando eu comia salsichas, hambúrgueres e chickenitos. Hoje estão no meu cardápio diversos tipos de grãos, cogumelos, verduras, legumes e muitos outros ingredientes que se transformam em pratos deliciosos que não pesam na minha consciência e colaboram com a minha saúde.

E engana-se quem acha que deixo de participar de atividades sociais por conta dessa minha decisão. Em qualquer lugar é possível se virar numa boa. Pelo menos pra mim, por enquanto, não está difícil.

Para o pic nic, procurei uma receita diferente que agradasse também aos que não são vegetarianos. E pelos comentários que recebi, o pessoal adorou. Tanto que, a pedidos, aqui vai a receitinha! Mas antes, vale a pena ver o video com o passo a passo:

Torta de grão de bico com palmito (com mínimas alterações) 

Ingredientes da massa:

250 gramas de grão de bico
1/2 kilo de batata
4 colheres de sopa de farinha de arroz (usei creme de arroz)
2 cebolas picadas
4 dentes de alho espremidos
Sal, molho de pimenta, orégano, cheiro verde e cebolinha a gosto (não usei cebolinha e coloquei muuuito cheiro verde, que eu chamo de salsinha)
4 ou 5 colheres de óleo (usei azeite)
Farinha de rosca

Modo de preparo:

Cozinhe o grão de bico e, ainda úmido, amasse bem com o garfo ou passe pelo processador (amassei no garfo, mas com um processador seria perfeito)
Cozinhe a batata e passe-a pelo espremedor de batatas.
Em uma panela, refogue no óleo a cebola e o alho até dourarem. Acrescente a batata e o grão de bico e mexa bem. Coloque a farinha de arroz e os temperos, mexa até que fique tudo bem misturado.
Unte a forma com um pouco de óleo e farinha de rosca. Coloque metade da massa na forma, depois o recheio e o restante da massa por cima. Polvilhe farinha de rosca por cima e, se preferir, enfeite com tiras de tomate. Leve ao forno médio por aproximadamente 40 minutos, ou até que fique dourada.

Ingredientes de recheio:

– palmito (usei um vidro de 300g drenado)

– ervilha (usei uma lata)

– tomate picado (usei 5 tomates italianos)

– azeitona (não pesei, mas usei um punhado, cerca de meia xícara)

– cebola (usei uma cebola grande bem picadinha)

– alho (usei 4 dentes grandes)

– temperos verdes (usei salsinha)

Modo de preparo:

Doure a cebola e o alho e depois refogue os tomates picados.

Acrescente o palmito e os demais ingredientes.

Mexa bem, mas não deixe secar muito, para que fique cremoso. O importante é o palmito ficar molinho.

Vamos fazer pic nic!Quando eu era criança, minha família tinha o hábito de viajar quase todos os finais de semana pra pescar, acampar e visitar parentes. Naquela época, quando a viagem era longa, na hora do almoço meu pai encostava o carro numa beira de estrada, em alguma linda área verde e cheia de árvores. Embaixo de uma delas, estendíamos uma toalha bem grandona, comíamos um monte de guloseimas e tirávamos um cochilo antes de prosseguir. Hoje em dia, infelizmente, fazer isso me parece bastante perigoso.

Mas agora, temos os parques! E em São Paulo não faltam boas opções para fazer um belo pic nic, seja uma simples confraternização entre amigos ou uma baita festa de aniversário.

Algumas opções:

Parque da Água Branca | Av. Francisco Matarazzo, 455 | Tel.: (11) 3865-4130 | Todos os dias, das 6h às 22h

Tem mesas compridas de madeira numa área tranquila, apesar de ser perto das grades que dão pra Av. Francisco Matarazzo. Fui num domingo, por volta das 10h. Estava cheio, mas sem muvuca. O parque tem um quê de antigo, com muitos (e bons) artistas populares e vários carrinhos de pipocas, sanduíches, sorvetes e até de churros. E quem segue uma linha mais saudável, vai se interessar pela feirinha de produtos orgânicos. É proibida a entrada de bicicletas e cachorros.

Parque Villa-Lobos | Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001 | Tel.: (11) 3023-0316 / 3023-2229 | Todos os dias, das 6h às 18h

Já fiz pic nic lá também. Achei as mesas pequenas, mas o parque é amplo e com muitas áreas verdes planas. Se a grama não estiver molhada (fui num dia ensolarado, mas depois de uma noite de muita chuva…) deve ser legal estender uma toalha no chão mesmo, ao pé de uma árvore, como eu fazia quando era criança. O parque é ótimo pra pedalar, patinar e levar cachorros (eles adoram correr por lá!).

Parque do Piqueri | Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé | Tel.: (11) 6197-2213 | Todos os dias, das 6h às 18h

Este parque é bonito e bem tranquilo também. Fiz um ensaio fotográfico lá com pic nic no chão. Mas o parque tem área com mesas de madeira.

Parque da Aclimação | Rua Muniz de Souza, 1119 | Todos os dias, das 5h às 20h

Tenho muita saudade de quando eu morava pertinho desse parque. Pra chegar eram 10 minutinhos à pé. O lugar é pequeno, mas tem alguns pontos pra estender uma toalha e fazer um pic nic gostoso. Só não me lembro se tem mesas.

Parque Alfredo Volpi | Rua Eng. Oscar Americano, 480 – Morumbi | Tel.: (11) 3031-705 | Todos os dias, das 6h às 18h

As áreas reservadas para pic nic nesse parque são bem privativas. Dá pra fazer uma bela festa, como esta que fotografei lá.

Estas são apenas algumas sugestões! Confira outras opções de parques aqui.

Um parêntese pra falar de sangue e solidariedade


Hoje não vou falar de comida. Vou abrir um parêntese pra falar da solidariedade que corre nas suas veias. Você sabia que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas? Eu não sabia. Fiquei sabendo porque fui buscar informações sobre doação no site da Fundação Pró-Sangue. E fui procurar saber mais por conta de um e-mail que recebi.

Ontem chegou em minha caixa postal uma mensagem da sempre animada Adriana Flores Farias, uma querida que trabalhou comigo um tempo atrás. Mas dessa vez, de animada não tinha nada. Num comunicado geral, ela informou aos amigos a situação do seu irmão mais novo, que está internado desde domingo no Hospital Metropolitano, na Lapa, em São Paulo (SP). Fernando, o irmão, está com uma anemia profunda, num quadro estável, porém grave. Ele continua fazendo inúmeros exames e, o mais preocupante: precisa de constantes transfusões de hemácias e plaquetas.

O Hospital Metropolitano está com a reserva de sangue baixa e não dispõe de banco para coleta. A instituição depende de doações dos bancos de outros hospitais, que também estão com reserva baixa. Por isso, Adriana fez um apelo.  A quem puder, ela pede que doe sangue em um dos três postos de coleta indicados pelo hospital.

Gente, podemos ajudar o Fernando, mas não só ele. Outras pessoas podem ser salvas com o nosso sangue. Pense nisso. Doar é um gesto de solidariedade. Procure um hemocentro próximo a você ou um dos postos de coleta abaixo dos quais Fernando Flores Farias receberá doação:

Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos

Rua Borges Lagoa, 1450 – Vila Clementino

Telefone: (11) 50808-4435

Estacionamento no local

Hospital do Coração

Rua Abílio Soares, 176 – Paraíso

Telefone: (11) 3053-6537

Estacionamento: Rua Desembargador Eliseu Guilherme, 147

Hospital A. C. Camargo

Rua Prof. Antônio Prudente, 211 – Liberdade

Telefone: 11 2189-5122

Estacionamento no local

Requisitos básicos para doação de sangue

  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos
  • Pesar no mínimo 50kg
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas)
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação)
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social)

Impedimentos temporários

  • Resfriado: aguardar 7 dias
  • Gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana
  • Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses)
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação
  • Tatuagem nos últimos 12 meses
  • Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, como não usar preservativo com parceiros ocasionais ou desconhecidos: aguardar 12 meses

Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deveaguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos

  • Hepatite após os 10 anos de idade
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis
  • Malária

Respeitar os intervalos para doação

  • Homens 60 dias: até 4 doações por ano.
  • Mulheres 90 dias: até 3 doações por ano.

Honestidade também salva vidas. Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.

Fonte: Fundação Pró-Sangue

Nova Gokula: para alimentar o espírito, o corpo e a alma

O final do ano passado foi realmente caótico e confesso que não consegui dar conta deste blog. Acontece quando uma pessoa atrapalhada, como eu, resolve fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mas neste primeiro post de 2012, desejo a todos os que ainda passam por aqui um ano de muita luz e alegrias! E começo falando não de comida, mas sobre o lugar para onde fui recarregar minha bateria: Nova Gokula, a unidade da ISKCON (Sociedade Internacional para Consciência de Krishna) localizada em Pindamonhangaba (SP).

Alguns amigos já haviam me falado sobre essa fazenda encravada na Serra da Mantiqueira. Mais sobre os quitutes vegetarianos e as lindas paisagens e nem tanto sobre o movimento Hare Krishna.  Não me lembro quando comecei a pesquisar, mas cada vez mais eu tinha certeza de ter encontrado o lugar ideal para o isolamento temporário, vulgo retiro, que eu procurava. Nada de celular, internet e televisão. Apenas muito verde, meditação, caminhadas ecológicas e  horas bem dormidas ao som da forte correnteza de um rio.

Para alimentar o espírito

Eu sabia que na fazenda a grande atração é o templo. E antes de chegar, meu interesse em relação a ele era apenas fotografá-lo e não participar das suas atividades, dos mantras, dos rituais. Eu mesma me achava uma estranha no ninho, um peixe fora da água, uma mosca branca.  E também um tanto intrusa. Mas isso foi só até ser recepcionada pelo devoto Arya Sangama Das e conhecer alguns visitantes que estavam por lá quando cheguei. Logo eu já estava no templo, curiosa, participando das cerimônias e da leitura do Bhagavad-Gita, tido como a essência do conhecimento védico.

Para alimentar o corpo

Para alimentar o corpo, suco de lulo (frutinha de origem colombiana), tchai (chá indiano com especiarias), coxinha de jaca, samosa de ricota e couve-flor, hamburguer de soja, pão integral com ghee, e outras delícias vegetarianas. Mas só salgadinhos, porque preferi comer no quiosque da Êka (Ekamurti), batendo papo com ela, do que sozinha no restaurante (sinto apenas ter perdido um almoço em que serviram lentilhas). E como é muito difícil ficar longe dos doces, até neste lugar, eu sempre passava na lanchonete pra comer sandesh, um docinho que eu adoro, feito à base de leite.

Para alimentar a mente

Acredito que nossa força diante das adversidades e dos desafios vem da mente. E que ao cuidar do espírito e do corpo, estamos cuidando dela também. Mas sinto que é preciso mais. Que é necessário meditar e exercitar o otimismo. É simples. Não e fácil. Mas descobri que é possível. Estar isolada em um lugar como Nova Gokula ajuda a pensar sobre isso.

Algumas dicas para quando você for

– Se for de ônibus até Pindamonhangaba (Viação Pássaro Marrom, saindo do Terminal Rodoviário Tietê), você pode pegar uma circular no centro da cidade que o deixará na porta da fazenda, mas a caminhada à pé na estrada de terra é longa. A melhor opção, principalmente se você estiver com uma malinha mais pesada, é o táxi. Mas não pegue na rodoviária, pois você vai acabar pagando o dobro do que deveria, como eu (paguei R$ 70). Na fazenda me passaram os contatos de dois taxistas que fazem a viagem por preços bem mais camaradas, combinando antes: Esmerino (12) 8124.0786/9628.1968 | Paulo (12) 9107.7988

– Não subestime a importância da lanterna. Ela é importante para iluminar seu caminho durante à noite, depois do jantar ou da última cerimônia do templo. A minha lanterninha deu conta do recado, mas uma maior seria muito bem-vinda pra me levar de volta ao meu quarto. Debaixo de uma chuva torrencial, no breu, eu tinha pela frente um caminho de terra, muitas poças, lama, cocô das vacas, as vacas, escadas, ponte sobre rio e sapos.

– Em época de chuva, uma galocha é perfeita. Senti muita falta disso.

– Se eu lembrar de mais alguma dica, volto aqui.

HARIBOL!